Conheça o Sega Pluto, videogame sucessor do Sega Saturn


A Sega sempre exagerou nos lançamentos de hardware enquanto ainda os fabricava. Para conseguir se manter na briga dos consoles, acabou lançando coisas como Mega CD e 32X (sem contar adaptadores e outras bizarrices). Então era chegada a hora de fazer um console realmente novo e competitivo.

Eis que nasce o Sega Saturn! Mas não vamos entrar no mérito da surra que levou da Sony nesta batalha. Porém, algumas pessoas não sabem que em 1996 mais um upgrade estava no forno para dar uma sobrevida ao videogame.

Em um novo case, de codinome Sega Pluto, este aparelho não chega a ser uma grande evolução perante seu antecessor. Por não contar com uma evolução na capacidade gráfica ou de processamento, este pode ser considerado como um Sega Saturn 1.5.

A principal diferença está na incorporação do acessório Sega NetLink, que era acoplado em forma de cartucho na versão original do aparelho.

O Sega NetLink permitia acesso à internet discada e jogatinas on-line. Daí nasceram as boas ideias aplicadas anos depois no Sega Dreamcast.

Apenas duas unidades do Sega Pluto são conhecidas no mundo. Pelo fato de ser um protótipo, o acabamento não é perfeito, mas alguns detalhes deixam claro que ele estava realmente pronto.

De qualquer maneira, tudo nos leva a crer que o trabalho foi cancelado para tentar investir em algo mais potente para acompanhar o andamento do mercado.

Este é o Elo Perdido entre o Sega Saturn e o Dreamcast!

Em 1997 a Sega tinha dois consoles em produção: o BlackBelt na América, e o Dural (ou Katana) no Japão. Então a Sega escolheria o melhor para tornar-se o Dreamcast.

Não precisa ser muito detalhista para perceber as semelhanças entre o protótipo BlackBelt e o Pluto.

Embora pudesse não ser a versão final, o videogame possui aparência robusta e simplória. Seu peso aumentou bastante, pois um periférico foi mesclado no console. O design lembra muito nosso velho conhecido Panasonic 3DO FZ-10, de 1994.

Possui entrada para cartuchos de expansão, três botões (para ligar, abrir a tampa e reset), duas entradas frontais para os controles e, principalmente, as inscrições “Sega Saturn”.

Na parte de baixo, fica visível a etiqueta com o codinome do protótipo e aberturas para ventilação.

A parte traseira traz a maior prova de um produto ainda inacabado, incluindo placas parafusadas, saídas de vídeo e espaços reservados para outras funcionalidades.

Ao ligar o aparelho, fica claro que este modelo não difere em quase nada, sendo apenas um Sega Saturn com o acessório NetLink embutido.

Resquícios tecnológicos, como estes discos de sistema, mostram que em 1996 o Pluto já era uma realidade.

Ficamos felizes de saber que a Sega estava preocupada em ser mais competitiva ao desenvolver este videogame, mas a alegria aumenta ainda mais ao sabermos que ele não foi lançado para dar lugar ao Dreamcast!

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